Como Abrir CNPJ no Simples Nacional: Guia Prático para Iniciantes

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O caminho rápido para formalizar seu negócio (Parte 1)

Abrir um CNPJ no Simples Nacional é o passo fundamental para quem deseja empreender com menos burocracia e uma carga tributária unificada. A regra de ouro é: a formalização protege seu patrimônio pessoal e abre portas para crédito bancário.

Para a maioria dos pequenos negócios, o processo começa na definição da atividade econômica e termina com a emissão do contrato social. Embora seja possível iniciar sozinho, a validação de um Escritório de Contabilidade garante que você não escolha códigos de atividade errados, o que poderia aumentar seus impostos desnecessariamente desde o primeiro dia.

Abaixo, apresentamos o checklist essencial de documentos e etapas para você iniciar o processo agora mesmo.

Checklist de Documentos Obrigatórios

Para agilizar o processo na Junta Comercial e na Receita Federal, tenha em mãos:

  • Documentos Pessoais: RG e CPF (ou CNH válida) dos sócios.
  • Comprovante de Endereço: Conta de luz ou água recente onde a empresa funcionará.
  • Carnê do IPTU: Necessário para identificar o número da inscrição imobiliária do imóvel.
  • Certificado Digital (e-CPF): Indispensável para assinar documentos eletronicamente.
  • Declaração de Imposto de Renda: A última entrega do IRPF (se houver).

O Fluxo do Processo em 5 Etapas

Seguindo a lógica da pirâmide invertida, aqui está o resumo executivo do que acontece durante a abertura:

  1. Consulta Prévia de Viabilidade: Verificar na Prefeitura se o local escolhido permite a atividade da sua empresa.
  2. Coleta de Dados na Redesim: Preenchimento do formulário básico na Receita Federal.
  3. Registro na Junta Comercial: Envio do Contrato Social e documentos dos sócios.
  4. Emissão do CNPJ: Geração do número oficial da empresa.
  5. Inscrição Municipal e Alvará: Liberação final para emissão de notas fiscais.

Nota do Especialista: A etapa mais crítica é a Viabilidade. Se o zoneamento da cidade não permitir sua atividade no endereço escolhido, todo o processo trava.


O que você viu até aqui:

  • A importância da formalização para proteção patrimonial.
  • A lista exata de documentos para não perder tempo.
  • O fluxo de 5 etapas, da viabilidade ao alvará.

Na próxima parte, você verá:

  • A diferença entre Natureza Jurídica e Porte da Empresa.
  • Como escolher entre SLU e Sociedade Limitada.
  • O impacto dessa escolha na sua segurança jurídica.

Leitura recomendada:

Para evitar erros no preenchimento da viabilidade, contar com um Escritório de Contabilidade é a estratégia mais segura para iniciantes.


Escolhendo o Tipo Societário Ideal (Parte 2)

A escolha da natureza jurídica é onde a maioria dos empreendedores iniciantes se confunde. Diferente do porte da empresa (que define o faturamento, como ME ou EPP), a Natureza Jurídica define como a empresa é formada e como os sócios respondem pelas dívidas.

O "Information Gain" deste artigo está em esclarecer que você não precisa de sócios para proteger seus bens. Antigamente, existia a EIRELI, que exigia um capital alto. Hoje, a estrutura mais moderna e recomendada é a Sociedade Limitada Unipessoal (SLU).

Um bom Escritório de Contabilidade analisará seu perfil para indicar se você deve ser um empresário individual ou abrir uma limitada, mas entender as opções abaixo é vital para sua autonomia.

Sociedade Limitada Unipessoal (SLU)

É o formato favorito dos novos empreendedores.

  • Como funciona: Você abre a empresa sozinho, sem precisar de sócio.
  • Vantagem principal: Seu patrimônio pessoal (casa, carro, poupança) fica separado do patrimônio da empresa. Se a empresa tiver dívidas, seus bens pessoais estão protegidos.
  • Requisito: Não exige capital social mínimo (você pode abrir com R$ 1.000,00, por exemplo).

Sociedade Empresária Limitada (Ltda)

Ideal para quem vai empreender em parceria.

  • Como funciona: Exige dois ou mais sócios.
  • Vantagem: Responsabilidade limitada ao valor das cotas de cada um.
  • Contrato Social: Define quem manda no quê e como os lucros são divididos.

Empresário Individual (EI)

Um formato mais antigo e arriscado.

  • Como funciona: Você é a empresa. Não há separação jurídica.
  • Risco: O titular responde ilimitadamente pelas dívidas da empresa com seus bens pessoais.
  • Por que evitar: A SLU oferece a mesma liberdade de atuação, mas com proteção patrimonial. O EI caiu em desuso por oferecer mais risco sem benefícios claros.

O que você viu até aqui:

  • A distinção entre Porte (tamanho) e Natureza Jurídica (formato).
  • Por que a SLU é a melhor opção para quem não tem sócios.
  • Os riscos patrimoniais de ser Empresário Individual.

Na próxima parte, você verá:

  • Quanto custa, de fato, abrir a empresa (taxas e serviços).
  • O que é o Simples Nacional e seus anexos.
  • Prazos médios para o CNPJ estar ativo.

Leitura recomendada:

A elaboração do Contrato Social da sua Limitada deve ser revisada por um Escritório de Contabilidade para garantir que as cláusulas de administração estejam corretas.


Custos, Prazos e Tributação Simplificada (Parte 3)

Uma das perguntas mais frequentes no fan-out de quem abre empresa é: "Quanto vou gastar?". A resposta divide-se em taxas governamentais, certificação digital e honorários profissionais.

O Simples Nacional é o regime tributário que unifica 8 impostos em uma única guia (DAS), mas entrar nele exige planejamento. Se você errar a escolha do CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas), pode cair em um anexo onde o imposto começa muito mais alto do que o necessário.

Detalhamento dos Custos Iniciais

Prepare o bolso para os seguintes investimentos (valores estimados, podem variar por estado):

  1. Taxa da Junta Comercial (DARE): Varia entre R$ 100,00 e R$ 400,00 dependendo do estado.
  2. Certificado Digital (e-CPF e e-CNPJ): Cerca de R$ 200,00 a R$ 250,00 cada. Necessário para assinar a abertura e emitir notas.
  3. Honorários Contábeis: Variável. Alguns cobram pela abertura, outros isentam a abertura se você fechar o contrato mensal.
  4. Taxas de Licenciamento: Em algumas prefeituras, há taxas para emissão de alvará sanitário ou de funcionamento.

O Fator Fator-R e a Economia Tributária

O Simples Nacional possui 5 tabelas principais (Anexos).

  • Comércio: Começa pagando 4% sobre o faturamento.
  • Serviços: Pode começar em 6% ou pular direto para 15,5%.

Aqui entra a estratégia: atividades intelectuais (como consultoria ou desenvolvimento de software) podem pagar menos impostos se usarem o Fator R (tendo folha de pagamento igual ou superior a 28% do faturamento). Um Escritório de Contabilidade experiente fará essa simulação antes mesmo de abrir seu CNPJ.

Prazos de Abertura

Com a digitalização das Juntas Comerciais e a integração da Redesim, os prazos caíram drasticamente:

  • CNPJ: Pode sair em 24h a 72h após o protocolo na Junta.
  • Inscrição Municipal: De 2 a 15 dias, dependendo da agilidade da Prefeitura local.

O que você viu até aqui:

  • Estimativa de custos com taxas e certificados.
  • Como o CNAE define se você pagará 6% ou 15,5% de imposto.
  • A velocidade atual do processo de abertura digital.

Na próxima parte, você verá:

  • O que acontece depois que o CNPJ sai.
  • Obrigações mensais que todo empresário tem.
  • Como emitir sua primeira Nota Fiscal.

Leitura recomendada:

Para não ser surpreendido com taxas extras ou enquadramento tributário errado, consulte um Escritório de Contabilidade para um planejamento tributário inicial.


Gestão Mensal e Obrigações do Empresário (Parte 4)

Parabéns, você tem um CNPJ! Mas o trabalho de gestão começa agora. Muitos empreendedores acreditam que, se a empresa não faturar em um determinado mês, não precisam fazer nada. Isso é um mito perigoso que gera multas.

A manutenção de uma empresa no Simples Nacional exige regularidade fiscal e contábil. Mesmo sem movimento, declarações acessórias precisam ser enviadas ao governo para provar a inatividade e manter o CNPJ regular.

Rotinas Obrigatórias Pós-Abertura

Para manter sua empresa saudável ("Health Score" fiscal alto), você deve:

  • Pagar a DAS: A guia única de impostos vence geralmente dia 20 de cada mês.
  • Entregar o SPED/Declarações: Obrigações digitais enviadas pelo contador.
  • Renovar o Alvará: Fique atento à validade anual do seu licenciamento.
  • Pró-labore: A retirada mensal do sócio, sobre a qual incide INSS (contribuindo para sua aposentadoria).

Emitindo a Primeira Nota Fiscal

Com a Inscrição Municipal ativa e o certificado digital instalado, você acessará o sistema da prefeitura (para serviços) ou o emissor de NFe (para comércio).

  1. Cadastre o tomador do serviço/cliente.
  2. Selecione o código do serviço (deve bater com seu CNAE).
  3. Descreva o serviço realizado.
  4. Autorize a nota com o Certificado Digital.

 O Papel da Contabilidade Consultiva

Não veja a contabilidade apenas como um gerador de guias de impostos. Ela é sua fonte de dados para tomada de decisão. Balancetes, demonstrativos de resultados e relatórios de fluxo de caixa são ferramentas que transformam um pequeno negócio em uma grande empresa.

Manter uma parceria próxima com seu contador evita passivos trabalhistas e fiscais que poderiam quebrar o negócio no futuro.


O que você viu até aqui:

  • Que empresas sem movimento também têm obrigações.
  • O passo a passo básico da Nota Fiscal.
  • A importância estratégica dos dados contábeis.

 Próximo passo para você:

Agora que você domina a teoria, é hora da prática. Reúna a documentação listada na Parte 1 e procure um contador de confiança para dar entrada no processo.

Leitura recomendada:

Se você quer focar no seu core business e deixar a burocracia de lado, a contratação de um Escritório de Contabilidade é o investimento com melhor retorno sobre segurança que você pode fazer.

Espero que o conteúdo sobre Como Abrir CNPJ no Simples Nacional: Guia Prático para Iniciantes tenha sido de grande valia, separamos para você outros tão bom quanto na categoria Blog

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